Comunicado aos Trabalhadores
Negociação do Contrato Coletivo de Trabalho 2026/2027
Camaradas,
Após a realização de quatro reuniões negociais entre as organizações sindicais e a APCOR – Associação Portuguesa da Cortiça, chegaram ao fim as negociações para a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho para a vigência de 2026/2027.
Durante todo o processo negocial, o nosso Sindicato defendeu uma valorização mais justa dos salários dos trabalhadores do setor, tendo assumido como posição mínima aceitável um aumento salarial de 50,00 euros, correspondente ao valor do aumento do Salário Mínimo Nacional. Entendemos que este seria o mínimo necessário para evitar que, mais uma vez, as tabelas salariais do setor continuassem a perder terreno face ao Salário Mínimo Nacional.
Contudo, a APCOR manteve-se intransigente ao longo das negociações, afirmando não existir qualquer margem para melhorar a proposta apresentada, considerando-a como a sua proposta final, nos seguintes termos:
Apesar de considerarmos esta proposta insuficiente e distante da valorização que os trabalhadores merecem, fomos igualmente informados de que o SINDEQ, sindicato afeto à UGT, irá proceder à assinatura deste acordo.
Perante esta decisão, o processo negocial fica, na prática, encerrado, perdendo-se a possibilidade de continuar a exercer pressão negocial para alcançar melhores condições.
Nestas circunstâncias, e ponderando toda a situação, o nosso Sindicato decidiu também proceder à assinatura do Contrato Coletivo de Trabalho. Esta decisão resulta da convicção de que, neste momento, não existem condições para obter melhorias adicionais e também da preocupação de não deixar os trabalhadores do setor dois anos consecutivos sem a assinatura do respetivo Contrato Coletivo de Trabalho, uma vez que já no ano anterior o nosso Sindicato optou por não o assinar.
Queremos, no entanto, afirmar de forma clara que este não é o contrato que desejávamos, nem aquele que consideramos justo para os trabalhadores corticeiros. Defendemos até ao limite uma atualização salarial mais digna e que acompanhasse, pelo menos, a evolução do Salário Mínimo Nacional. Infelizmente, a inflexibilidade da entidade patronal impediu que esse objetivo fosse alcançado.
Continuaremos, como sempre, a lutar pela valorização dos salários, pela melhoria das condições de trabalho e pela defesa dos direitos de todos os trabalhadores do setor corticeiro.
A Direção
SOCN